Correspondência completa de Freud a Fliess.

Para muitos historiadores da psicanálise, o médico otorrinolaringologista Wilhelm Fliess foi o amigo mais próximo de Freud. Os dois se conhecem em 1897 por sugestão de Josef Breuer, cujas obras foram fundamentais para a construção do pensamento pré-psicanalítico.

Durante sete anos, Freud e Fliess travaram diversas discussões acerca dos mais variados temas. Para muitos, a comunicação com Fliess pode ser considerado como uma espécie de autoanálise de Freud, justamente pelo fato de que Fliess é colocado por Freud em um lugar de confiança e saber – transferência -, assim o pai da psicanálise pôde expressar livremente suas ideias e aflições nesta correspondência.

Ao se ver isolado da comunidade científica da época (pela pouca credibilidade que davam a suas novas e revolucionárias teorias), Freud teve em Fliess um amigo e interlocutor fundamental no desenvolvimento de seu pensamento.

No arquivo que destacamos aqui, constam 272 cartas que revelam desde aspectos pessoais de Freud, até momentos fundamentais de descobertas de sua obra. Foi durante essas trocas de cartas que ele escreveu “A interpretação dos sonhos”, “Estudos sobre a Histeria” e o famoso caso Dora, entre outros.

Esperamos que lhes seja útil:

Tomás Bonomi, Bruno Espósito e Bruno Mangolini

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