A medicalização da existência (Café Filosófico).

O psiquiatra e psicanalista Mario Eduardo da Costa Pereira foi curador de uma série de palestras no Café Filosófico do CPFL Cultura, com a temática “medicalização da existência”. O assunto está absolutamente em voga, já que as classificações psicopatológicas atuais deixaram de ser termos técnicos, servindo como instrumento daqueles que exercem a clínica, e tornaram-se a maneira pela qual as pessoas abertamente definem a si próprios (sou bipolar, tenho TOC, pânico, etc.). Segundo os novos modelos classificatórios, estipula-se que 26% e 38% tenham pelo menos um diagnóstico psiquiátrico nos EUA e na Europa Ocidental, respectivamente. E as cifras parecem aumentar cada vez mais!

O próprio Mario Eduardo esteve à cargo da palestra introdutória “O que é transtorno mental?”, problematizando as questões acima, seguido por Rossano Cabral Lima (medicalização na infância), Naomar Almeida Filho (medicalização da saúde) e, finalmente, Fernando Barros (TDAH: diagnóstico positivamente falso ou falsamente positivo?).  Há de se destacar a preocupação com a patologização da infância, com porcentagens diagnósticas igualmente assustadoras, suscitando a todos nós um exercício de reflexão ética em torno dos riscos e benefícios envolvidos nos tratamentos para a infância.

Neste post agrupamos as quatro palestras, que você pode conferir abaixo.

Mario Eduardo da Costa Pereira (O que é transtorno mental?)

Rossano Cabral Lima (Medicalização na infância)

Naomar Almeida Filho (Medicalização da saúde)

Fernando Barros (TDAH: diagnóstico positivamente falso ou falsamente positivo?)

 

Bruno Espósito, Tomás Bonomi e Bruno Mangolini


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Comentários

2 Replies to “A medicalização da existência (Café Filosófico).”

Alice Pinto

Pois é…impactante..esse comércio das medicações…

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Vejo e vivencio esta realidade todos os dias na escola onde trabalho!

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